quinta-feira, 15 de julho de 2010

Pra mim, basta.

Tentei escrever uma carta, mas não havia palavras. Tentei me aprofundar, e passar pro papel o que no momento eu só conseguia pensar. Escrevi tanto que mesmo após perceber, continuei escrevendo. E dalí, se passaram minutos, horas. Quando me dei conta, já havia amanhecido. Passei a noite inteira acordada, meus olhos ardiam não de sono. Mas pelo fato de muito tempo sem piscar. E então me obriguei a descansar. Ao deitar não consegui nem pensar, me joguei e durmi. Ao acordar continuara cedo, e percebi que já havia se passado um dia. Me senti tão sozinha, e então procurei levantar, e arrumar e sair. Essa rotina se repetiu por vários e vários dias. Dalí então, não encontrava ninguém. De manhã ao acordar, era sempre eu, ali sozinha. Escutando meu próprio eco. Decidi algo novo, em que eu gostasse de fazer e que não precisasse de companhia. Enchi meu pulmão com o máximo de coragem. E lá fui eu, sozinha. Dessa solidão, eu já me acostumara. Ao chegar em casa, sem pensar, sem planejar, sem conferir. Peguei minhas roupas minhas coisas, e fui viajar. Pedi uma passagem pra qualquer lugar, e então não sei bem onde estava. Era quente, e havia muitas pessoas no hotel. Me aconcheguei-me no quarto e fui-me "enturmar". Fui a festas, brinquei, fui em bares, me acabei. Preferi me achar por lá. E então, fui morar naquele lugar. Arrumei namorados, rolos, amigas, amigos. Consegui por fim muitas companhias, mas só após anos, pude entender que o que basta pra mim, era somente eu mesma. 


BejBejiBeji, Cla.

Um comentário:

  1. Noossa Cláa , que shoow , to amandoo , maal cheguei e já comecei a gostaar !

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