sábado, 24 de julho de 2010

Escrever

Não é preciso ser longo, não é preciso rimar. É preciso entender que só é preciso acreditar.Os melhores textos não são os maiores, nem os mais dificeis. Os melhores, são o que te faz acreditar no perfeito, e alcançar o impossivel.

BejiBejiBeji, Cla.

I believe.

“Estranho, não me lembro de ter vindo pra cá.” Pois bem, eu estava em um salão, como o de festas, era grande, claro, e cheios de detalhes perfeitamente desenhados com a maior sutileza, quase impossível humanamente. E então fui explorá-lo, senti o chão gelado e deslizante, meus olhos ardiam ao tentar olhar os raios fortemente claros que, predominavam em cada centímetro do local. Andei bastante e sempre chegava ao mesmo lugar do início. “Como abri-la sem uma chave?” E então, ali, no canto, atrás de uma cortina amarelada, havia uma porta, com a fechadura em uma forma oval, meio encaracolada, com voltas e voltas, detalhes pequenos; uma fechadura na qual só a chave feita pra ela abriria. Achei que não haveria uma saída, pelo menos não uma fácil de achar, sentei-me contra a porta, e, nesse momento vi uma coisa minúscula que se encaixava perfeitamente na fechadura, fiquei eufórica, e então, abri a porta. “Mais um sonho?”. Eu realmente pensei que era um sonho, mas mesmo assim entrei. Uma mente perigosa, criativa, curiosa, porém frágil. Descrevi o criador disso em uma só frase. Nessa loucura de poder sonhar, podendo sentir, havia felicidade, emoção e o mais estranho de tudo, parecia possível. Eu acreditava que era, e então tornou-se. Possível ou impossível, estava lá eu estava vendo, estava tudo tão real, eu podia jurar que era verdade, mesmo sabendo que não era. Árvores coloridas, céu completamente azul, grama esverdeada com tons diferentes, água transparente... Mas não havia ninguém, só eu e aquele lugar perfeito. “Pois é, não era sonho, eu tentei achar um novo mundo. Era um jeito diferente de ver o mundo. Eu estava em busca da perfeição que no mundo real não existe, nunca passará a existir. Mesmo que tente, no mundo real as coisas infelizmente são reais, então prefiro continuar com minhas fantasias, e meu mundo que tudo pode, porque eu acredito.”

BejiBejiBeiji, Cla.

Escolha.

Era preciso escolher, entre o verdadeiro caminho, ou o caminho das fantasias. Precisava-se de precisão, pensamentos leves, curtos e rápidos. Era preciso ser ágil, não pensar muito, era bom agir sem pensar. Era preciso muita habilidade, era preciso sonhar. Aquele momento tornou-se com certeza o mais difícil de todos. Eu precisava de tempo, mas ele não se conscientizou e então, me deixou pra traz, e continuou a passar. Fiquei descoordenada, sabia que eu preferiria as fantasias, mas uma hora ou outra me decepcionaria com as verdades. Juntei fatos, procurei respostas, estabeleci uma meta. E então decidi que só é possível viver no mundo real se existir fantasias, e só é possível viver em um mundo que só existem “mentiras” quando no final a verdade predomina.

Beeiji, Cla.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

"Palavras ao vento"

As vezes não é preciso palavras para demonstrar o que sentimos, só deixar que o tempo falem por si, e assim dirá o que realmente precisa ser dito. O verdadeiro sentido da vida, está nos mais simples gestos, e não nas maiores palavras. Deixe que seu amor venha até você, que a vida traga-lhe que te merece. Só assim, poderemos viver uma linda história, na qual tudo é possível, e a morte se torna tão pequena, perto de uma grande paixão.


Por JulianeSoares, Equilíbrio Bambo [link http://equilbriobambo.blogspot.com/]


BejiBejiBeji, postado por: Cla.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Pra mim, basta.

Tentei escrever uma carta, mas não havia palavras. Tentei me aprofundar, e passar pro papel o que no momento eu só conseguia pensar. Escrevi tanto que mesmo após perceber, continuei escrevendo. E dalí, se passaram minutos, horas. Quando me dei conta, já havia amanhecido. Passei a noite inteira acordada, meus olhos ardiam não de sono. Mas pelo fato de muito tempo sem piscar. E então me obriguei a descansar. Ao deitar não consegui nem pensar, me joguei e durmi. Ao acordar continuara cedo, e percebi que já havia se passado um dia. Me senti tão sozinha, e então procurei levantar, e arrumar e sair. Essa rotina se repetiu por vários e vários dias. Dalí então, não encontrava ninguém. De manhã ao acordar, era sempre eu, ali sozinha. Escutando meu próprio eco. Decidi algo novo, em que eu gostasse de fazer e que não precisasse de companhia. Enchi meu pulmão com o máximo de coragem. E lá fui eu, sozinha. Dessa solidão, eu já me acostumara. Ao chegar em casa, sem pensar, sem planejar, sem conferir. Peguei minhas roupas minhas coisas, e fui viajar. Pedi uma passagem pra qualquer lugar, e então não sei bem onde estava. Era quente, e havia muitas pessoas no hotel. Me aconcheguei-me no quarto e fui-me "enturmar". Fui a festas, brinquei, fui em bares, me acabei. Preferi me achar por lá. E então, fui morar naquele lugar. Arrumei namorados, rolos, amigas, amigos. Consegui por fim muitas companhias, mas só após anos, pude entender que o que basta pra mim, era somente eu mesma. 


BejBejiBeji, Cla.
Pensei que a minha vida não podia piorar. E sim, eu estava errada. Quando tudo se firmou, eu me afundei em uma areia movediça. Eu me sentir tão só, como se ao redor todos vissem, mas não ninguém se propôs a ajudar, viram minha face desesperada, e mesmo assim. Ninguém ajudou. Afundei sem parar. Houve um momento que não conseguia respirar, e então percebi que quem tinha que me ajudar, era eu mesma. Fiz uma força tão grande que cada centímetro dos meus músculos doía, e como recompensa, depois de um longo tempo, consegui por fim me tirar daquela lama. Era escuro deserto, já havia anoitecido. Pensei em me locomover, até encontrar o caminho de volta. Pensei em ficar, pensei, no final, descansar. Não havia tempo, não havia como, mas eu daria um jeito. Pois não conseguiria nem dar se quer um passo. Então, deitei-me suja em um chão verde, escuro e gelado. Aconcheguei-me em um canto frio, e durmi. Tive um sonho, não lembro bem, mas era tão ruim, que acordei com dor no peito. Como se fosse real. Meus olhos doíam com o clarão do sol. E então fui procurar algum lugar para tirar toda a sujeira de mim. E então, achei me banhei, e continuei. Procurei em todo lugar, e não consegui encontrar. E então, fiz dalí o meu lugar




BejiBejiBeji, Cla.



quarta-feira, 14 de julho de 2010

Só por um dia pensei em sonhar, me aventurar, me jogar, Deixar tudo pra traz e procurar um novo mundo, novas caras, novos rostos, novos sorrisos. Um jeito diferente de amar, um jeito diferente de agir, andar, um jeito diferente de se viver. Deitei-me em um verde que não havia fim, tentei observar cada centímetro daquele lugar tentei imaginar algo melhor, tentei mergulhar no melhor lugar que pude imaginar, e não me encontrei em nenhuma dessas imagens, pois o melhor lugar em que eu pude encontrar era exatamente lá. Levantei-me e fui andar, procurar algo em que eu pudesse descobrir, me encontrar me divertir, então tentei sonhar um pouco mais alto. Então lá fui eu, sem rumo, fui a procurar. Achei um beco estranho e escuro, parecia mais uma caverna, recuei um passo, pensei. E por fim, entrei, não havia nada, sons ou sombras, não havia bichos, não havia cores, era absolutamente um eco na solidão. Um absmismo sem fim. Parei meio segundo depois, vi lá no fundo dessa suposta caverna uma imensidão de cores. Andando adiante, entrei nesse "arco-íris". Pois bem, eu mesma me levei em algo extraordinário, nada melhor a encontrar, um reflexo tão perfeito, desenhado, e esculpido, uma forma delicada e simples, detalhes rápidos e precisos. Cores tão fortes, tão suaves. E então mergulhei-me nesse mundo tão diferente, outra vez. Procurei, procurei, e mesmo depois não encontrei. E só depois em que cansei que fui perceber, o melhor lugar do mundo é onde me encontrei.


BejiBejiBeji, Cla.