“Estranho, não me lembro de ter vindo pra cá.” Pois bem, eu estava em um salão, como o de festas, era grande, claro, e cheios de detalhes perfeitamente desenhados com a maior sutileza, quase impossível humanamente. E então fui explorá-lo, senti o chão gelado e deslizante, meus olhos ardiam ao tentar olhar os raios fortemente claros que, predominavam em cada centímetro do local. Andei bastante e sempre chegava ao mesmo lugar do início. “Como abri-la sem uma chave?” E então, ali, no canto, atrás de uma cortina amarelada, havia uma porta, com a fechadura em uma forma oval, meio encaracolada, com voltas e voltas, detalhes pequenos; uma fechadura na qual só a chave feita pra ela abriria. Achei que não haveria uma saída, pelo menos não uma fácil de achar, sentei-me contra a porta, e, nesse momento vi uma coisa minúscula que se encaixava perfeitamente na fechadura, fiquei eufórica, e então, abri a porta. “Mais um sonho?”. Eu realmente pensei que era um sonho, mas mesmo assim entrei. Uma mente perigosa, criativa, curiosa, porém frágil. Descrevi o criador disso em uma só frase. Nessa loucura de poder sonhar, podendo sentir, havia felicidade, emoção e o mais estranho de tudo, parecia possível. Eu acreditava que era, e então tornou-se. Possível ou impossível, estava lá eu estava vendo, estava tudo tão real, eu podia jurar que era verdade, mesmo sabendo que não era. Árvores coloridas, céu completamente azul, grama esverdeada com tons diferentes, água transparente... Mas não havia ninguém, só eu e aquele lugar perfeito. “Pois é, não era sonho, eu tentei achar um novo mundo. Era um jeito diferente de ver o mundo. Eu estava em busca da perfeição que no mundo real não existe, nunca passará a existir. Mesmo que tente, no mundo real as coisas infelizmente são reais, então prefiro continuar com minhas fantasias, e meu mundo que tudo pode, porque eu acredito.”BejiBejiBeiji, Cla.
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