quinta-feira, 15 de julho de 2010

Pensei que a minha vida não podia piorar. E sim, eu estava errada. Quando tudo se firmou, eu me afundei em uma areia movediça. Eu me sentir tão só, como se ao redor todos vissem, mas não ninguém se propôs a ajudar, viram minha face desesperada, e mesmo assim. Ninguém ajudou. Afundei sem parar. Houve um momento que não conseguia respirar, e então percebi que quem tinha que me ajudar, era eu mesma. Fiz uma força tão grande que cada centímetro dos meus músculos doía, e como recompensa, depois de um longo tempo, consegui por fim me tirar daquela lama. Era escuro deserto, já havia anoitecido. Pensei em me locomover, até encontrar o caminho de volta. Pensei em ficar, pensei, no final, descansar. Não havia tempo, não havia como, mas eu daria um jeito. Pois não conseguiria nem dar se quer um passo. Então, deitei-me suja em um chão verde, escuro e gelado. Aconcheguei-me em um canto frio, e durmi. Tive um sonho, não lembro bem, mas era tão ruim, que acordei com dor no peito. Como se fosse real. Meus olhos doíam com o clarão do sol. E então fui procurar algum lugar para tirar toda a sujeira de mim. E então, achei me banhei, e continuei. Procurei em todo lugar, e não consegui encontrar. E então, fiz dalí o meu lugar




BejiBejiBeji, Cla.



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